sábado, março 19, 2011

Não te ponhas limites, ultrapasse o limite que lhe puseram.



Hoje eu acordei com uma dúvida..
Será que quando as pessoas morrem
Elas possuem a certeza de que não só nasceram,
E sim viveram até o último segundo?
Ao me conhecer,
Você irá saber que eu não sei guardar felicidade.
Eu só aprendi a transmitir.
Sou expansiva até o último fio de cabelo.
Viver é a única coisa que eu sei fazer de bom.
Então eu vivo.
Em todos os sentidos do verbo.
Mas não para ter a certeza de que estou vivendo.
E sim para sentir a dor, o desassosego,
O cansaço fisgar os meus ossos
Por ter desobedecido as regras
E ter deixado o meu corpo em puro êxtase exacerbado.
Enchendo-o de alegria,
Explodindo minhas vísceras,
Até jorrá-la pelos meus dedos de mãos e pés
Sem que eu possa agarrar.
Essa sou eu.
Sinto poucos por perto,
Porque sou demasiadamente louca
E não conseguem me acompanhar.
Eu firo com a espontaneidade com que conquisto.
E depois sumo sem dizer adeus.
Você pode até achar
Que foi por falta de sentimento.
Mas eu te respondo:
É a necessidade que sinto de expandir-me.
Que toma conta do que sou.
Não sei viver do que me parece cômodo.
Sou displicente.
Estar junto de ti
Sem desaparecer de sua vida no dia seguinte,
É a maior prova de que eu me encontrei em ti.
Mas acredite,
Não irá conter essa minha sede
De vivências, do aprendizado, de mais verões
E aventuras que me ardem os olhos.
Eu não me estabilizo.
Mantenho-me com os dois pés no alto,
Porque não conheci outro jeito de caminhar.
Não possuo direção,
Porque Eu sou a direção que pretendo seguir.
Se eu ainda estou aqui,
É porque me firmei nessa minha fase de vida.
Não sou dona das demais que virão.
Meu corpo e mente são independentes.
Agem sem a resposta do outro.
Se eu sumir por um tempo,
Quando eu voltar será para buscar
O que não terminei.
O fervor pela experimentação tem me movido.
Não espere nada de mim.
Posso ficar por um dia,
Ou quem sabe uma vida.
Não aprendi a me limitar em espaços de tempo.
Essa sou eu.

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