Infelizmente, a arte se desenvolve pelas mãos, também, da curadoria e não pelo artista por si só.
Assim como, o que faz uma entrevista ter voz não é o entrevistado e sim, o entrevistador.
É ele quem dita o que você pode ser, vir a se tornar, o que pode salientar e o que deve deixar de fora. Mesmo que a parte descartada seja a sua maior verdade, deve estar, primeiramente, sobre avaliação do público alvo. O entrevistador, além de condutor do relato, é o primeiro telespectador real da sua história, com todos os julgamentos possíveis e o fator limitante do que é ou não, interessante.
É por isso que há tantos artistas frustrados, pautas sem premissa e mídias oportunistas.
Ninguém quer dar espaço a um orador sem audácia.
Quem lapida é quem domina a arte do jogo. Este, mais relevante, mais valioso, do que o próprio diamante.

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