Velejar..
Não é a rota,
Não é a direção.
Não é quem me espera desembarcar
Nem muito menos quem me procura pelo cais.
Não é o cheiro do meu barco,
Nem o pensamento de que em algum momento,
Posso não saber pela primeira vez, onde estou.
Não é para onde vou
Nem muito menos, o porque da ida.
Não é o pensamento de que pode não haver volta.
Não é a dor da partida,
Não há sorrisos na chegada.
Não é fugir de algo,
Não é fugir de alguém.
Não é encontrar alguém.
Porque esse alguém não há.
Não é a profundidade do chão que me cerca,
Nem a imensidão por onde flutuo.
Não é a ausência de terra que irá me curar
Porque eu sempre saberei que ela estará por todos os lados,
Mesmo que não apareça em minha frente.
Não é a compania,
Não é a solidão,
Nem sede pelo desconhecido.
Não são as costas que percorrerei,
Não são os mares que me cortam.
É o ato de velejar.
É não saber ao certo onde começa
E se termina
E aonde termina.
Busco o meio termo de tudo,
Porque não sei ao certo
Se há um equilíbrio para tudo o que existe.
Então passo o tempo que vai além
Do tempo do relógio, procurando
Algo que seja igual ao que eu tenho e ao que procuro.
E que, por obséquio, não apareça sem eu ter que procurar.
Porque se não, me desiludo.
Aprenda: Não é o que buscas
É o tempo que perdes até encontrar
Que te faz colocar nome e valor às coisas.
E geralmente o que tu encontras,
Não é aquilo que pensavas em buscar.
Não é aquilo que acreditava existir.
E não se espante com o que irei te dizer,
Mas o que tu encontrastes, não terá para sempre
Aparência de novo e belo como no momento que se apresentou a ti.
E antes mesmo desse dia chegar,
Invente uma busca no que é seu
Porque dá muito mais prazer procurar o novo todos os dias
No lugar mais inesperado que pode existir: O que de fato é seu.
E acreditem, há sempre algo a ser descoberto
Porque há milhares de maneiras de se descobrir algo.
Seja velejando
Ou amando,
Se não te despertares mais interesse,
Admita: É culpa sua, capitão.
Porque alguém irá encontrar dentro de suas já conquistadas Terras
E tu lamentarás por não ter sido você.
segunda-feira, março 21, 2011
Pequena Analogia:
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3 comentários:
Bom, mas acho q um pouco sem noção ^^' hahaah
Se não há rota, direção, alguém q te espere ou motivo pra ir , então esse "velejar" não tem propósito. Porém o simples fato de ter algo a procurar já tornar as coisa mais interessantes, você passa a ter uma rota e uma direção, pois o simples fato de procurar lhe dá o sentido de algo, ou é simplesmente um desejo do inconsciente.
Ótimo post mas acho q houve um conflito na linha de pensamento, raciocinio e etc lol
Também não entendi sua crítica. Vou considerá-la inconsistente, porque não entendi nada do que você pretendia dizer, me desculpe. Adoro críticas, mas tente explicar com mais clareza. Bom, acho que você não entendeu que isso é uma analogia. Para mim, não é a rota que me é interessante, nem o que busco e muito menos o que irei encontrar. Pode parecer em vão, mas a minha necessidade é outra. É não saber ao certo o porque da ida que me desperta amor pelo que irei descobrir. O dia que eu perder o prazer por esse sentimento de aventura e de paixão pelo inesperado, perderei a mim mesma. Voltando à analogia, no amor eu sou a mesma. O que eu quis transmitir foram as observações que fiz ao meu redor e em minha própria vida. Tenho visto acomodação demais. Desprazer combinado à rotina. Muitos relacionamentos combalidos perderam a ànsia de descobrir o outro por pensar que já o conhecem por completo. Para mim, não existe saber tudo sobre alguém. A alma é tão infinita. Se as pessoas, ao se sentirem assim, procurassem o novo todos os dias dentro de suas "já conquistadas terras" não precisariam sair em busca de novas paixões. Porque a busca dentro do que "possuem" as alimentaria por completo, pois há sentimentos e descobertas para toda uma vida. Se você larga suas "terras" por pensar que essas não satisfazem mais seu líbido, não as julgue desencantadoras. Outro capitão, em outro barco, poderão encontrar milhões de riquezas deixadas por ti. É isso, Beijos.
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